E eu sei muito bem, da raiva que dá, agente soca as paredes, sem se importar. E o que é que nos faz quebrar a cara de novo e de novo? Sem jamais desistir. E eu sei muito bem da tristeza que dá, a gente compra, troca, finge, mas jamais quer ficar, e olha pra quem nos quer, como quem já não quer mais, e tudo que a gente quer é ser deixado em paz. E a noite vem, pra tirar de nós, lágrimas dos olhos e o brilho da voz. De tanto gritar, até a garganta sangrar. A gente fecha os ouvidos pra voz que não quer calar, e ela diz: Eu preciso, você também, todo mundo precisa de alguém.
Fresno

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